Começando pelo começo!

janeiro 27, 2010

Há meses atrás, talvez mais de um ano, não imaginava passar por uma situação como a que passo hoje. Mais que isso: eu ridicularizava esse tipo de coisa.

Um jovem normal, na faixa de 20/21 anos, rodeado de amigos, apaixonado pela namorada e com casa e comida. Tranquilo, festeiro, zombador e acima de tudo feliz. Esse era eu. Ou ainda sou eu, mas que me perdi e ainda não consegui me reencontrar.

Comecei a me perder na primeira dor abdominal que tive, durante um almoço na igreja com a família de minha namorada. Sugeriram que pudesse ser apendicite e dali fui a primeira de muitas visitas ao médico a respeito de dores inexplicáveis, que surgiam – e ainda surgem – de repente.

Os médicos me receitavam anti-inflamatórios e buscopan. Ainda hoje mantenho um “estojinho” com alguns compridos caso eu esteja com essa dor abdominal.

A dor ainda existe, e mais, trouxe outra junto: uma dor no coração. Quando esta começou a surgir também passei a frequentar diversos médicos, cardiologistas, entre outros em busca de explicações. Nada resolvido.

Resolvi buscar ajuda psicológica. O tratamento foi iniciado em fevereiro de 2009, sendo interrompido em março. Fiquei muito tempo mais tranquilo, eis que na metade do mesmo ano voltei a sentir tais dores, e novamente busquei o auxilio de um profissional da mente humana.

Fui encaminhado à psiquiatria, no qual me foi diagnosticado Transtorno Obssessivo Compulsivo. A cura? Remédios. Neguei. Mantive o tratamente terapêutico, acordado com a psiquiatra, de 08 sessões. E agora que cheguei ao final delas sei que não estou totalmente curado, e aguardo nova consulta com a psiquiatra. Ainda não sei que fim terá, e aguardo ansiosamente pelo resultado.

Contarei mais de minhas “crises” de ansiedade e de como as enfrento atualmente nos próximos post’s. Até lá.